Imóveis fora do Plano Piloto viram atração no DF
Data: 20/10/2009
Os olhares de quem investe em imóvel na capital federal não se concentram mais somente no Plano Piloto. Gente jovem, preocupada com o futuro e estimulada por um mercado superaquecido, descobriu nas cidades do Distrito Federal e Entorno um nicho próspero. É cada vez maior o número de pessoas que compram terrenos para construir kits ou adquirem apartamentos prontos para alugar em regiões periféricas. Quem não pode desembolsar R$ 8 mil por metro quadrado no badalado Noroeste, por exemplo, paga quatro vezes menos longe do Plano e colhe resultados igualmente animadores. O economista Roberto Pisciteli encara o fenômeno com ceticismo e classifica como medíocres esses investimentos (veja Palavra de especialista).

As imobiliárias estimam que 20% dos imóveis vendidos atualmente no DF são do chamado segmento econômico, cujo valor do metro quadrado não passa de R$ 2,5 mil. Com a escassez de terrenos livres em Brasília, as grandes construtoras direcionaram seus investimentos para cidades do DF e Entorno, com destaque para Samambaia, Ceilândia e Taguatinga, além de Valparaíso e Águas Lindas, em Goiás. O lançamento de empreendimentos voltados para as classes C, D e E despertaram o mercado para localidades até então desvalorizadas e provocaram, este ano, um boom imobiliário nos arredores da capital. Essa mudança de foco começa a ter reflexos.

A facilidade de financiamento, as baixas prestações e, principalmente, a vontade de ter um negócio rentável fizeram o empresário Charles Augusto da Silva, 24 anos, comprar seu primeiro imóvel em maio deste ano. O lugar escolhido foi Ceilândia. Na época, ele pagou R$ 2,2 mil pelo metro quadrado, que hoje vale R$ 2,7 mil. "Em cinco meses, ganhei 22%", calcula. Se tivesse aplicado o mesmo valor na poupança, a rentabilidade do investimento de Charles não chegaria a 3%. "Não tenho bala na agulha para comprar no Noroeste ou no Sudoeste, mas acho que é um bom começo. Vou pagando baratinho, devagar e daqui a pouco passo pra frente", planeja

Fonte: Correio Brasiliense
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